Cofundador da Riot chama MMO de LoL de Santo Graal
Cinco anos após o anúncio, o cofundador da Riot, Mark Merrill, afirmou que o MMO de League of Legends continua em produção e comparou o projeto à busca pelo Santo Graal do estúdio.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Cinco anos depois de anunciar seu MMO de League of Legends, a Riot Games segue sem data de lançamento. O cofundador Mark Merrill voltou a falar do projeto na PAX, em conversa com Greg Miller, da Kinda Funny Games, e comparou o jogo à busca pelo Santo Graal do estúdio.
Merrill disse que a equipe costuma usar o termo internamente: "que se dane, muitos cavaleiros corajosos vão morrer na busca pelo Santo Graal. Mas que se dane, é o Santo Graal, então vamos lá". A metáfora dá o tom do que ele descreve como uma mentalidade cultivada em escala difícil de manter.
A Riot anunciou o MMO em agosto de 2021. Desde então, o projeto passou por um reset em 2024 e viu a saída de desenvolvedores de destaque. Em 2022, o então produtor executivo Greg Street alertou que "não havia garantia" de que o jogo seria lançado, e deixou a empresa no início de 2023. Em janeiro, o ex-produtor de World of Warcraft Raymond Bartos ingressou na Riot, o que reacendeu a esperança dos fãs.
A recepção dos comentários de Merrill foi marcada por ceticismo, sobretudo entre fãs de jogos de luta. A Riot anunciou que 2XKO, seu jogo de luta baseado em League of Legends, encerrará o desenvolvimento ativo no fim deste ano por falta de jogadores. O título só chegou ao mercado no final de 2025. Usuários do X/Twitter reagiram com desconfiança, como sl0th, que questionou se o MMO não teria o mesmo destino, e Shinhua, que previu um encerramento rápido caso o jogo não gere receita.
Merrill, no entanto, sustenta que o projeto avança. "Sabemos quais são as esperanças e os sonhos dos jogadores", afirmou. "Depende apenas de nós, como equipe: será que conseguiremos ter sucesso na execução?" Ele acrescentou que a Riot faz "um trabalho razoável" e que o futuro é "incrivelmente promissor".
Para quem acompanha a cena de perto, jogos indie brasileiros e projetos autorais mostram que prazos longos não são privilégio de estúdios grandes. A diferença está na comunicação: quanto mais silêncio, mais o público preenche as lacunas com dúvida.