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Jogador de Pokémon é expulso do Mundial por ajudar amigo

ResumoO jogador de Pokémon Brady Smith foi desclassificado do Campeonato Mundial de Pokémon de 2024 em Honolulu, Havaí, por auxiliar um amigo com deficiência visual durante uma partida. A ação de Smith, que envolveu orientar o amigo sobre jogadas, violou as regras de conduta do torneio. A desclassificação ocorreu após Smith viajar 10.000 quilômetros para competir em seu segundo mundial.

Um jogador de Pokémon que viajou 10.000 quilômetros para disputar seu segundo campeonato mundial acabou desclassificado por ajudar um amigo com deficiência. Entenda o caso.

Larissa Quirino
Larissa Quirino Curadora de jogos indie e narrativos · 01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Jogador de Pokémon é expulso do Mundial por ajudar amigo
Jogador de Pokémon é expulso do Mundial por ajudar amigo. Captura: Nurigo Games
8.9/10
Veredito

Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.

Viajar 10.000 quilômetros, treinar por meses e ver a chance de um segundo título mundial escapar por um gesto de solidariedade. Foi o que aconteceu com Luca Ceribelli, campeão mundial de Pokémon de 2024, no Campeonato Mundial Pokémon de 2026, realizado em São Francisco na última semana de agosto. O jogador italiano foi desclassificado antes mesmo da competição começar, junto com outros dois participantes.

O motivo? Eles ajudaram um amigo com deficiência a furar a fila em uma loja do evento. Ceribelli explicou a situação nas redes sociais: "O que aconteceu na loja foi, acredito, culpa nossa, mas espero que vocês entendam. Luca Lussignoli e eu permitimos que Ruben Gianzini entrasse na fila conosco porque ele tem uma deficiência comprovada que o deixa extremamente desconfortável em locais lotados e, diferentemente do que aconteceu em outras ocasiões, desta vez ele não teve acesso ao Pokémon Center. Pensamos que deixá-lo entrar na fila seria a melhor maneira de resolver a situação."

A segurança do torneio confiscou os passes dos três jogadores. A promessa era de que os passes seriam reimpressos para o dia seguinte, já que os eventos aconteceram na quinta-feira e o Mundial começou na sexta. "Como não queríamos causar problemas e não nos importávamos de não poder voltar ao Pokémon Center, entregamos nossos passes, mas descobrimos que eles não podiam reimprimi-los. Então, a decisão se tornou uma proibição total do evento", explicou o campeão.

O italiano reconhece que talvez não tenha sido a melhor atitude, mas considera a punição desproporcional. O caso mancha um evento que era esperado como o mais importante da história do Pokémon competitivo: a primeira edição disputada no Pokémon Champions, na arena do Golden State Warriors. O desfecho, porém, foi outro: uma nova gafe organizacional que pode ter impactado a imagem da marca.

A situação levanta uma questão que fica com a gente: até onde vai a rigidez das regras em competições de alto nível? Quando a punição atinge quem age por empatia, o limite entre justiça e burocracia fica tênue. Para quem acompanha o cenário competitivo, o caso de Ceribelli é um lembrete de que, às vezes, o gesto mais humano pode custar o sonho de um título.

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