Tom Hanks: "Jasão e o Velo de Ouro" é o melhor filme já feito
Tom Hanks considera "Jasão e o Velo de Ouro" o melhor filme já feito, superando clássicos como Casablanca e Cidadão Kane. A obra de 1963, dirigida por Don Chaffey, impressionou o ator aos 8 anos pela magia dos efeitos especiais artesanais de Ray Harryhausen.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Tom Hanks elege "Jasão e o Velo de Ouro" como o melhor filme já feito
Tom Hanks não é apenas uma lenda de Hollywood. O ator é também um cinéfilo assumido, capaz de defender seus filmes favoritos com argumentos sólidos. Durante a cerimônia do Oscar de 1992, ele fez uma declaração que surpreendeu muitos: "Tem gente que diz que é Casablanca ou Cidadão Kane. Eu, por outro lado, digo que Jasão e o Velo de Ouro é o melhor filme já feito".
"Jasão e o Velo de Ouro" é o melhor filme já feito, na opinião de Tom Hanks. A afirmação, feita há mais de 30 anos, continua ecoando entre fãs de cinema. O ator, que já assistiu "2001: Uma Odisseia no Espaço" 120 vezes e o considera uma obra-prima, coloca o filme de 1963 em seu pódio pessoal.
O que torna "Jasão e o Velo de Ouro" tão especial para Tom Hanks
A paixão de Hanks pelo filme começou na infância. Quando tinha 8 anos, assistiu à obra na televisão, em uma TV em preto e branco, com resolução de 325 linhas e intervalos comerciais. "Com licença, mas aquele combate de espadas com aqueles esqueletos? Eu chamo isso de 'puro fascínio visual'", declarou em entrevista ao San Francisco Chronicle.
Para Hanks, a experiência de ver "Jasão e o Velo de Ouro" na TV, em sequência com "A Ponte do Rio Kwai", foi a melhor maneira de assistir a esses filmes. "Ninguém vai me convencer de que não fosse a melhor maneira", completou.
A magia artesanal de Ray Harryhausen
O grande responsável pelo encantamento de Hanks é Ray Harryhausen, animador e criador de efeitos especiais. Harryhausen dedicou 40 anos de sua vida ao desenvolvimento de técnicas de animação que mudaram o cinema. Ele é considerado o único verdadeiro criador de efeitos visuais do cinema, devido ao fato de seus processos serem vistos como puro artesanato.
Em 2006, em declaração ao The New York Times, Harryhausen criticou o uso excessivo de imagens geradas por computador. "Há uma qualidade estranha na fotografia em stop-motion, como em King Kong, que contribui para o fantástico. Se você tornar as coisas reais demais, às vezes acaba reduzindo-as a algo banal", afirmou.
A trama do filme e seu impacto cultural
"Jasão e o Velo de Ouro" é uma adaptação livre do poema épico grego do século III a.C., "As Argonáuticas", de Apollonios de Rodes. O filme estreou em 1963, dirigido por Don Chaffey, com Todd Armstrong, Nancy Kovack, Gary Raymond e Laurence Naismith no elenco.
A história acompanha o jovem Jasão, salvo em segredo por um soldado enquanto circula uma profecia: o filho do falecido monarca da Tessália retornará para vingar sua morte. Pélias, o assassino do rei, comete o erro de matar uma das filhas de Aristote dentro do templo de Hera. A deusa, furiosa, torna-se protetora de Jasão e adverte o tirano: ele deve desconfiar daquele que usar apenas uma sandália.
Embora tenha sido um fracasso de bilheteria na época, o trabalho de Harryhausen para dar vida às criaturas lendárias é hoje considerado mítico. O filme foi premiado no Oscar de 1992 por suas proezas técnicas, reconhecimento tardio de sua importância.
O que a escolha de Hanks revela sobre o cinema
A preferência de Tom Hanks por "Jasão e o Velo de Ouro" não é apenas uma curiosidade. Ela reflete um debate mais amplo sobre o que torna um filme memorável. Para Hanks, a magia está na imperfeição, no artesanato visível, naquilo que não tenta ser real demais.
O ator, que construiu carreira com filmes que equilibram emoção e técnica, valoriza o trabalho de Harryhausen como um exemplo de como a limitação tecnológica pode gerar criatividade. A cena do combate de espadas com esqueletos, que ele chama de "puro fascínio visual", é um marco do stop-motion.
O legado de "Jasão e o Velo de Ouro" para o público atual
Para quem nunca assistiu, "Jasão e o Velo de Ouro" oferece uma experiência diferente dos blockbusters modernos. É um filme que aposta no encantamento manual, na narrativa mitológica e na sensação de que cada quadro foi cuidadosamente construído.
A declaração de Tom Hanks serve como convite para redescobrir essa joia. "Jasão e o Velo de Ouro" pode não ter o orçamento ou a popularidade de "2001: Uma Odisseia no Espaço", mas carrega a assinatura de um dos maiores artistas dos efeitos visuais. Para Hanks, isso basta para ser o melhor filme já feito.
Perguntas Frequentes
Qual é o melhor filme já feito segundo Tom Hanks?
Tom Hanks considera "Jasão e o Velo de Ouro" (1963) o melhor filme já feito, acima de clássicos como Casablanca e Cidadão Kane.
Por que Tom Hanks gosta tanto de "Jasão e o Velo de Ouro"?
O ator se encantou com os efeitos especiais artesanais de Ray Harryhausen, especialmente a cena do combate de espadas com esqueletos, que assistiu na TV aos 8 anos.
Quem dirigiu "Jasão e o Velo de Ouro"?
O filme foi dirigido por Don Chaffey, com roteiro baseado no poema épico grego "As Argonáuticas", de Apollonios de Rodes.
Quem é Ray Harryhausen?
Ray Harryhausen foi um animador e criador de efeitos especiais, considerado o único verdadeiro criador de efeitos visuais do cinema devido ao seu trabalho artesanal em stop-motion.
"Jasão e o Velo de Ouro" foi um sucesso de bilheteria?
Não. O filme foi um fracasso de bilheteria na época, mas seu trabalho de efeitos especiais é hoje considerado mítico e foi premiado no Oscar de 1992.