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Cartas de Pokémon como moeda pós-apocalipse: investidor explica

ResumoPete Levin, da Griffin Gaming Partners, afirmou que as cartas colecionáveis de Pokémon poderiam funcionar como moeda em um cenário pós-apocalíptico, caso a economia mundial colapsasse. O investidor justifica a tese pela popularidade global e pelo valor de mercado duradouro desses itens colecionáveis.

Pete Levin, da Griffin Gaming Partners, afirmou que o fenômeno global das cartas colecionáveis de Pokémon as tornaria candidatas naturais a moeda caso a economia mundial colapsasse. A declaração reacende o debate sobre valor em jogos.

Marcelo Haddad
Marcelo Haddad Colunista de mercado de games · 14 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Cartas de Pokémon como moeda pós-apocalipse: investidor explica
Cartas de Pokémon como moeda pós-apocalipse: investidor explica. Captura: Nurigo Games
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Pete Levin, fundador da empresa de capital de risco Griffin Gaming Partners, afirmou que as cartas colecionáveis de Pokémon poderiam funcionar como moeda global caso a economia mundial entrasse em colapso após uma catástrofe. A declaração foi feita em entrevista e repercutida nesta semana.

Levin baseia a ideia no que chamou de fenômeno global das cartas: um produto reconhecido em diversos países, com demanda constante e valor de revenda estabelecido fora de qualquer sistema financeiro formal. Segundo ele, essa combinação tornaria o objeto adequado para servir como nova forma de moeda em um cenário de colapso.

A lógica tem apelo imediato. Cartas de Pokémon circulam há décadas, têm preços de referência em mercados secundários e não dependem de nenhum governo para existir. Para um investidor de risco, isso soa como um ativo com liquidez internacional e sem lastro estatal, algo que o dinheiro tradicional não oferece em situações extremas.

O incentivo por trás do comentário também merece leitura. Levin comanda uma firma que investe em empresas de games, e o mercado de colecionáveis virou uma avenida relevante para esse tipo de capital. Associar cartas a uma função monetária amplia a percepção de valor do setor, o que interessa diretamente a quem tem posição na cadeia.

Não se trata, porém, de uma tese nova. Colecionáveis já foram tratados como reserva de valor em períodos de inflação alta ou crise cambial, ainda que de forma informal. A diferença é que a proposta de Levin extrapola o uso cotidiano e projeta as cartas como sistema monetário inteiro, o que exige confiança coletiva muito maior do que a de um mercado de nicho.

Para o jogador comum, a declaração funciona mais como termômetro do que como previsão. Ela mostra que o valor atribuído a itens de jogos digitais e físicos já é discutido com seriedade por investidores, não apenas por fãs. Se essa lógica se sustenta, o preço das cartas tende a refletir cada vez mais essa expectativa, o que afeta quem coleciona por hobby e vê o custo de entrada subir.

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