Resident Evil nos cinemas: por que a franquia durou tanto?
Resident Evil é aclamado nos games, mas as adaptações cinematográficas caíram na categoria de piores. Mesmo assim, a franquia durou seis filmes. Entenda o motivo.
Veredito baseado em teste completo, sem código de fornecedor pesar na nota.
Resident Evil é aclamado nos videogames, mas caiu na categoria de piores adaptações para o cinema. A primeira versão nasceu praticamente morta em 2002 e, ainda assim, rendeu mais cinco filmes. Se era tão ruim, por que continuou produzindo?
A trajetória nas telonas começou em 1997, quando a produtora Constantin Film passou a desenvolver o primeiro longa. Nomes de peso assinaram roteiros iniciais, como Alan B. McElroy e o lendário George Romero, o "pai dos filmes de zumbi". As versões buscavam fidelidade ao primeiro jogo, com Chris Redfield, Jill Valentine e Albert Wesker. Mas os projetos foram descartados: o texto de Romero foi rejeitado por ser gráfico e violento demais para a classificação indicativa desejada, e o de McElroy ficou datado após o lançamento de Resident Evil 2 em 1998.
A pergunta que fica é: por que a franquia durou tanto? A resposta está no apelo comercial. Cada filme, mesmo criticado, encontrou público suficiente nas bilheterias para justificar a continuação. Para quem cresceu jogando, as adaptações nunca entregaram a experiência dos games, mas o nome da marca puxava curiosidade.
Se você espera uma adaptação fiel, os filmes decepcionam. Se busca ação com zumbis sem compromisso, funcionam como entretenimento descartável. Vale o preço do ingresso? Só se você desligar o cérebro e aceitar que Resident Evil nos cinemas é outra coisa, bem distante do que os fãs amam nos jogos.